O Fino da Salsa foi criado com objetivo de divulgar música (Salsa) e os criadores das mesmas, bem como os que a difundem.
A música vai além da partitura, do compasso, das linhas da pauta. A música é a interpretação que repousa às vezes em meio segundo a mais ou menos.
E com ela, vem aquele que a cria, desenvolve, intrepreta, reproduz... O Músico!!
Sozinho ou em um conjunto você é único e seu som lhe pertence como a nenhum outro pois, não há dois músicos iguais. Na multidão você é solo. Por mais que pareça acompanhar, você tem nome e sua assinatura particular. No suor do seu rosto o esforço. Os dedos doem, as pernas cansam, as luzes castigam as retinas mas, saiba que os aplausos são para você e eles serão ouvidos muito depois, até o fim.
Oração do Músico
Deus Todo-Poderoso que nos destes a vida, os sons da
natureza, o dom do ritmo, do compasso e da afinação das notas musicais,
Dai-me a graça de conseguir técnica aprimorada em meu instrumento a fim
de que eu possa exteriorizar meus sentimentos através dos sons.
Permiti
Senhor que os sons por mim emitidos sejam capazes de acalmar nossos
irmãos perturbados, de curar doentes e animar os deprimidos e sejam
brilhantes como estrelas e suaves como veludo.
Permiti Senhor,
que todo ser que olhar para mim, sinta a minha fé e o meu carisma e
quem ouvir o som do meu instrumento pressinta a Vossa Santa Presença.
Domingo que vem, Salsa da melhor qualidade com Pedro La Colina &
Banda Cañaveral, Dj Thyago e Cia Duda Lima, no Bourbon Street Music Club
a partir das 20:00h.
Atendendo a muitos pedidos, trago a vocês o vocalista da banda Habana con Kola.
Habana con Kola
Nascida em Barcelona, Espanha, Habana Con Kola é um dos grupos mais inovadores e de qualidade da cidade. A sensibilidade de suas canções e a incansável investigação dos ritmos da ilha caribenha, unidas as vivências de Carlitos Lage e Dono Arano, na costa mediterrânea criam o espírito de Habana Con Kola, que se manifesta em suas apresentações, que aumentam com os excelentes músicos que acompanham a obra destes dois compositores.
Habana Con Kola surgiu como alternativa ao panorama musical da cidade catalã, criando canções que respeitam os alicerces da música tradicional cubana e que se misturam de sonoridades mais modernas.
Com vocês, Dono Arango!!
OFS - Você é cubano mas vive em Barcelona. Como se deu essa mudança?
Dono - Devido a falta de liberdade, de expressão em Cuba e a "crueldade" do governo atual, decidi me mudar para a Europa com uns amigos e viver na Alemanha. Logo vim para Espanha e vivi um momento difícil pois, não tinha documentos. Foi realmente difícil!!
Aqui toquei muito na rua. Isso me enriqueceu como artista e como pessoa. Fiquei em Barcelona porque me apaixonei por esta cidade e pela sua cultura. Depois de Cuba, Catalunha é minha casa.
OFS - Onde conheceu Carlos Lage? Como aconteceu esse encontro?
Dono - Eu e Carlitos nos conhecemos graças a um contato meu de Cuba que me recomendou. Lembro que formamos uma banda junto com Mane Ferret (escritora e cantora cubana), que se chamava La Nova Tradicional (Cd El Rayo 2009). Logo, ele e eu decidimos criar Habana con Kola e até o "sol de hoje" cantamos e compomos juntos.
Dono Arano e Carlos Lage
OFS - Foi assim que surgiu Habana con Kola?
Dono - Isso mesmo!! Como te disse antes, Carlos Lage e eu criamos devido a necessidade de fazer bailar e se divertir a quem escuta. Dessa forma criar uma identidade com nossa forma de pensar, nossa música e nossas experiências.
OFS - Vocês fazem uma mistura de música tradicional cubana, com fusão de ritmos contemporâneos. De onde vem essa inspiração??
Dono - Nossa inspiração foi Miguel Matamoros, Elena Burke, Benny Moré, dentre outros que escutamos diariamente, que jamais pode faltar. A fusão foi criada porque Carlos Lage tem muitas influências da Trova, como trovador que é e eu que venho do cabaré e da rua.
Assim criamos o que hoje é o som de Habana con Kola. Tudo isso misturado ao que absorvemos da cultura daqui e de todas as partes.
OFS - Acredito que a música "VENTE NEGRA" é uma das principais no repertório do grupo. Foi inspirada em algo vivido por alguém?
Dono - Vente Negra é uma música que eu escrevi antes de conhecer Carlitos e que com o tempo tomou forma graças a ele e a Mane Ferret. É uma canção de dor e de alegria. Não foi dirigida a ninguém especificamente. É uma imagem sentida por um imigrante em qualquer país do mundo.
OFS - Você se inspira em que músicos ou gêneros musicais?
Dono - Gosto de boa música em geral. Para mim, Elena Burke, Tracy Chapman, Celia Cruz, Joe Arroyo, dentre outro músicos. Com isso digo que eu me considero a suma de todos estes e me multipliquei por tudo, a dor e a alegria de viver.
OFS - Como avalia hoje o crescimento e o sucesso do grupo?
Dono - O grupo está expandido graças a gente como você que se interessa por nos ajudar. Na Colômbia nos conhecem no mundo da Salsa não Comercial. Mas, acredito que é muito pouco para o que podíamos fazer. Na Espanha, a música desse tipo não se valoriza e se valoriza, não conheço aonde. Estamos abertos a muitos horizontes e com a esperança de chegar o mais distante possivel. Isso se "Olofin e Orula" permitirem.
OFS - Já fizeram alguma apresentação na América Central? E na América do Sul?
Dono - Sim, faz alguns meses que estivemos em Cali, Colômbia. Foi um sucesso essa turnê.
OFS - E pelo Brasil, poderemos ter Habana con Kola??
Dono - Sim!! Quando quiserem falamos de contrato (risos). Como já te disse, estamos aberto a todo o mundo. NO BRASIL SERIA UMA HONRA...E DAS GRANDES!!!
OFS - O que estão preparando para o ano de 2013?
Dono - Um novo Cd e algumas gravações solo minha e de Carlitos.
OFS - Deixa uma mensagem ao povo brasileiro que admira a música de Habana con Kola.
Dono - Brasil!! Queria eu poder cantar todos os nossos versos. Tomara que logo estejamos juntos para compartilhar essa mensagem de paz, amor e amizade. NOS VEMOS LOGO!!
Quero compartilhar com vocês como foi minha ida a Buenos Aires para assisitr El Gran Combo.
Bom, tudo começou Domingo passado (28/10). Estava em casa e lembrei da propaganda que vi do show no facebook, através de um amigo que mora em Buenos Aires. Daí pensei: "Poxa, poderia ir a esse show! Comentei com a Aline (minha esposa) e ela falou: Claro amor, vai sim!! Putz, era só o que me faltava. Depois disso, entrei no site da companhia aérea, no site da empresa que vendia o ingresso e segunda feira tudo comprado.
Cheguei a Buenos Aires sexta feira (2/11), dia do show as 18:15. Já conhecia a capital Argentina então, dessa vez resolvi fazer diferente. Peguei um ônibus do aeroporto até a Plaza del Congreso. De lá, peguei um táxi ao bairro Pompeya, onde fica localizado a Kory Megadisco (local do show). As 22:15 o acesso ao público estava liberado.
Casa vazia, aproveitei pra fazer fotos do lugar. Um espaço legal. Creio que com capacidade para 800 a 1000 pessoas.
E aí pensei: "Melhor ir ao banheiro, pegar uma água e me posicionar porque isso aqui vai ficar pequeno"!! Foi o que fiz.
A banda Los Colonizados estava terminando de passar o som para sua apresentação (antes do show principal). É uma banda de Salsa argentina que toca com uma proposta diferente. Fazem uma mescla de salsa com tango, utilizando instrumentos como o bandoneon (espécie de acordeon).
Logo depois, um dj começou a tocar. Percebi que pouca gente estava disposta a dançar. Vi poucos casais na pista. O interesse das pessoas era realmente assistir El Gran Combo.
Aproveitei que anda não tinha muita gente para tirar fotos das pessoas. Fui me apresentando e conhecendo pessoas muito receptivas.
Conheci um grupo de salseros super animados. Damian, Mayra e sua turma!!
E logo a Kory Megadisco ia ficando LOTADA!!
Às 23:45 começou a apresentação da banda Los Colonizados!
E por volta de 00:35, los "MULATOS DEL SABOR", EL GRAN COMBO DE PUERTO RICO, ESTAVAM NO PALCO!!
O público estava em êxtase!! Eu particularmente fiquei muito emocinado. Já ouvi músicas, vi vídeos mas, está ali, a pouco menos de 4 metros de distância desses lendários músicos, foi demais!!
Com muito swing e qualidade, a banda iniciou o show interpretando "Me liberé". Infelizmente um ponto falho foi a qualidade do som. Em vários momentos havia microfonia. Foi necessário a troca dos microfones sem fio. Mas, nada que tirasse o brilho da apresentação. Jerry Rivas, Charlie Aponte e Luis "Papo" Rosario são um show a parte. Interagindo o tempo todo com o público. Não posso esquecer também das coreografias que fazem. Muito legal mesmo!! Olha, sei que todos já possuem uma idade avançada mas, com aquele pique, garanto que ainda teremos El Gran Combo com essa formação por muuuuuuuito tempo!!
Destaco especialmente a comunidade Peruana presente ao show. Impressionante o fanatismo dos peruanos por Gran Combo. Em alguns momentos Charlie Aponte gritava "Donde estas Peru??" e parecia que estávamos num estádio de futebol!!
E assim foram quase duas horas e meia de show. INESQUECIVEL!!
Vocês devem estar se perguntando: Cadê os videos? rsrs
Aqui estão!! Até tentei fazer mais, porém, preferi fazer menos e assistir mais pela lente do meu olho o restante do show rsrs.
Peço desculpa por ter tremido um pouco. Quando filmei, não tinha como mexer um dedo. Era ficar no lugar e pronto!!
Obrigado a todos que curtiram a fan page do O FINO DA SALSA no Facebook. Obrigado também aos novos amigos que fiz no show. E um obrigado especial a minha esposa (Aline), pelo apoio nessa "loucura".
Parabéns El Gran Combo de Porto Rico pelo seu 50° ANIVERSARIO!!
Mais uma vez a Salsa Venezuelana pede passagem no "O Fino da Salsa". Dessa vez, trago a vocês VICTOR QUINTANA!!
Nascido nos EUA mas filho de pais Caraquenhos, possui grande talento como cantor, músico e intérprete.
Desfrutem!!
OFS - Victor, você nasceu em São Francisco, Califórnia, Estados Unidos mas, é filho de pais nascidos em Caracas. Como recebeu suas primeiras influencias musicais?
VICTOR - Minhas primeiras influências musicais segundo relatam meus pais, foi vendo a Fania All Stars em São Francisco, compartilhando o ventre da minha mãe com meu irmão gêmeo (lamentavelmente faleceu por asfixia com o cordão umbilical). (risos) É estranho comentar isto pois, é um assunto muito íntimo mas, me sinto confiante para comentar. Bem, durante minha infância, meu pai era um veterano colecionador de discos de Salsa que se me lembro bem, a última vez que contei sua coleção de LPs, estava próximo de 1000 discos, sem contar com coleção atual de CDs. Minha mãe é fanática por Boleros, tais como Felipe Pirela, Julio Jaramillo, Sonia Lopez, etc.
OFS - Você é músico, intérprete e compositor. Tem preferência por algum segmento?
VICTOR - Na verdade eu gosto muito de tocar congas e cantar. Faço de forma natural. Como compositor, acredito que é mais por inspiração do que por profissão.
OFS - Como foi sua experiência de trombonista?
VICTOR - Foi muito boa, ainda que não me considero trombonista pra nada. É um instrumento que precisa de muita dedicação. Com ânsia de pertencer a uma orquestra abandonei, já que tinha mais habilidade com a percussão e a voz de maneira auto didata. Mas, ainda possuo meu trombone e de vez em quando estudo algumas lições. Não perco a esperança de algum dia poder tocar em algum show.
OFS - Busca inspiração em quais músicos?
VICTOR - No trombone, minhas fontes de inspiração são Barry Rogers, Jimmy Bosch e Cesar Monges "Albondiga" (fundador e arranjador de sucessos da Orquestra Dimension Latina e muitos do Grupo Niche). Na percussão, sou fã de Giovanni Hidalgo, Robert Quintero, Felipe Blanco (congueiro de Bailatino) e Jimmy Morales. E como cantor, de Porto Rico: Tito Allen, Pedro Brull, Cano Estremera; De Cuba, Issac Delgado, Manolito y su Trabuco, Los Van Van e Pepito Gomez; Da Colômbia, Willy Garcia (ex-cantor do Grupo Niche e Son de Cali); De Nova York, Ray de la Paz e Frankie Vasquez; Da minha Venezuela, Mariana " La Sonera de Venezuela", Trina Medina, Edgar Dolor, Marcial Isturiz, Carlos Sposito e minha fonte de inspiração para ser músico, RODRIGO MENDOZA.
OFS - Participou de dois grupos em Nova York: Conjunto Clasico y Swing Callejero. Conta um pouco desses momentos.
VICTOR - (risos) Ainda há uma confusão sobre esse assunto mas, eu fiz parte do Conjunto Clasico porém, como Auxiliar da Banda, não como cantor. Foram mais de dois grupos: Luis Blazini e sua Orquestra, Papo Pepin e seu Yimbarako, Orquestra La Bola, La Nueva Fragua, Latin Conection, Raulin Rosendo, etc. Foram todas experiências maravilhosas. As que foram amargas, me fizeram crescer como músico e como pessoa para conseguir um pouco do que tenho até agora. Me tornei músico estando em Nova York.
OFS - Em 2009 decidiu seguir carreira solo. O que aconteceu? Como foi escrever os temas do CD "PA QUE BAILEN"?
VICTOR - Bom, na verdade o disco saiu ao mercado em Dezembro de 2008, no mesmo ano que fiz minha primeira gravação com a Orquestra Swing Callejero. Enquanto gravava com Swing Callejero, estava trabalhando meu disco aqui na Venezuela e em Nova York. Fiz porque sentia a necessidade de por um grão de areia representando minha Venezuela na cidade de Nova York, já que o mercado musical é dominado de alguma forma pela comunidade porto riquenha, Cubana e Dominicana. Foi então que disse a mim mesmo "tenho que ressaltar o talento e a qualidade da nossa salsa venezuelana". Assim, convidei meus amigos, gente que admiro como músico e como pessoa, para trabalhar no meu disco. Hoje em dia, graças a essa qualidade humana e talento que cada um deles contribuiu na minha produção, é que existe "Victor Quintana" no mundo da Salsa!
OFS - E a história da música "Para mi tierra"? Há outra música que aqui no Brasil toca muito: "La Salsa de hoy y ayer". Participaram desta música dois grandes intérpretes: Rodrigo Mendoza e Wilmer Lozano. Como foi produzir e gravar essa música com duas referências da interpretação?
VICTOR - O Tema "Para mi tierra" foi simplesmente a expressão do que se sente ao sair da terra onde foi criado e sentir falta dos costumes, da gente, do cheiro, da gastronomia, etc. Em "Salsa de hoy e de ayer", participaram 3 grandes intérpretes. Além de Rodrigo e Wilmer, tivemos o maestro Edgar Dolor (que gravou um tema em Português com o Grupo Bailatino chamado "Donde estará Margot"). Nessa música, expressei a visão do que estava ou que está passando com a Salsa de hoje, pedindo conselhos a Salsa de antigamente e aos 3 grandes interpretes que hoje são instituições da Salsa em meu país. E como aconteceu? Como posso dizer...Nos encontramos no estúdio de Oswaldo Lezama (sax baritono da Orquestra Los Adolescentes), junto com o maestro Alberto Crespo (ao qual agradeço pelo som e pela produção da minha orquestra). Originalmente compus o tema para cantar com meu ídolo Rodrigo Mendoza. No dia da gravação os três foram gravar os coros do disco e ao escutarem a música, gostaram muito. Alberto perguntou se todos poderiam interpretá-lo juntos. Logo disseram "vamos meter a mão"!! E eu não acreditei!! Estava tão nervoso juntos a eles que não conseguia nem cantar. Gravei minha parte da música no dia seguinte. Mas a experiência e o apoio recebido foi e seguirá sendo...INESQUECIVEL!!!
OFS - Victor, o que pode dizer sobre o cenário mundial da Salsa atualmente?
Bom, ao meu ver a Salsa sofreu em sua raíz com o booom do reggaeton, assim como sofreu nos anos 80 com o merengue (claro que eu ainda era muito pequeno rsrsrs). A pirataria também nos afetou muito já que hoje não existe uma industria musical como tal, para os novos talentos. Agora, cada qual faz um grande sacrifício para gravar um disco, o qual se torna bem dificil diante da economia atual. Também considero que a Salsa de hoje em dia perdeu o norte, se descuidou ao BAILADOR. A maioria quer cantar ou gravar romântico sem Sabor, o que em Porto Rico chamariam de "Salsa Monga"e figuram como solistas. Mas também, se destaca uma onda de boa música, salsa underground como Los Rumberos del Callejon, Sabadonga, Bailatino, etc, que graças a muitos DJs conscientes procuram conhecer pessoas como por exemplo VOCÊ!! (risos). Quem diria que minha música tocaria no Brasil. Seguirei lutando pelos meus sonhos e nossa música latina!
OFS - O que podemos esperar das novidades de Victor Quintana?
Agora estou em Pré-produção do meu novo disco, compondo temas e fazendo uma árdua investigação da música latino americana para criar versões. Gostaria de receber sugestões de músicas brasileiras. Estou também em busca de letras originais com as quais poderei me identificar ou considere possível de executa-la ao meu estilo. Mas, para o ano que vem, com a permissão de Deus, escutarão pelo menos um single de Victor Quintana. Prometo!!
OFS - Quando teremos você no Brasil?
VICTOR - Se quiser vou agora!!! (risos). Vocês como público serão encarregados de realizar meu sonho de ir cantar ao vivo com minha orquestra, entregar minha música, coração e energia. Vontade de conhecer sua terra e desfrutar da riqueza musical tão extensa que possuem. Como diz a música: "A LA HORA QUE ME LLAMEN, VOY!!!"
OFS - Deixa uma mensagem aos Salseros que bailam ao som de suas músicas.
VICTOR - Que continuem bailando com o coração, que nunca parem a rumba e que peçam aos gritos Victor Quintana que chegarei para pôr todos a bailar SALSA BUENA!!! (risos)